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Data da publicação: 17/03/2016

Na luta contra o relógio, eles precisaram se concentrar para enfrentar problemas de programação com diferentes níveis de dificuldade

Lucas, Victor e Samuel (da esquerda para a direita):  primeiro lugar no pódio

Na história, na literatura e no cinema, não são poucos os relatos de aprendizes que superam seus mestres. Foi o que aconteceu na última competição de programação realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Promovida pela Microsoft na última quinta-feira, 10 de março, a disputa mobilizou 59 estudantes que, reunidos em times, tentaram resolver 8 problemas em apenas uma hora e 45 minutos. Quando o relógio marcava uma hora e 7 minutos, uma das equipes surpreendeu os organizadores ao finalizar todos os desafios e conquistar a pontuação máxima.

“Foi fantástico! A gente não esperava, estávamos competimos com o terceiro melhor time da América Latina e com o nosso mentor”, revela Victor Forbes que, junto com Lucas Pacheco e Samuel Ferreira, formaram o time Zaz e alcançaram a façanha de ocupar a primeira colocação na competição. Os três estudantes estão cursando o segundo ano do curso de Ciências de Computação no ICMC e, desde que ingressaram no Instituto, em 2015, fazem parte do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA). Foi no GEMA que os estudantes conheceram Luís Dorelli de Abreu, o mentor a que Victor se refere. Junto com Bianca Oe e Bruno Adami, Dorelli tornou-se referência ao trazer para o ICMC pela primeira vez, em 2013, a medalha de ouro da Maratona Brasileira de Programação. Dorelli também participou da competição da Microsoft, desta vez ao lado de Nicolas Oe e Rodrigo Weigert, e ficou em segundo lugar.

Nicolas, Luís e Rodrigo conquistaram o segundo lugar

O terceiro lugar no pódio da Microsoft Code Competition foi ocupado pelo time formado por Bruno Sanches, Danilo Tedeschi e Tomás Fonseca. Na última Maratona de Programação, essa equipe consagrou-se como a terceira melhor da América Latina. Em maio, eles vão embarcar para a Tailândia, onde disputarão o mundial de programação (ICPC), na ilha de Phuket.

Tomás, Bruno e Danilo ficaram na terceira colocação

Estímulo para aprender – Quem participou da iniciativa e não subiu ao pódio reconhece que competições como essas motivam o aprendizado. “Programar é sempre um desafio. Se tem gente que resolveu todos os problemas, é possível e eu também quero conseguir”, conta João Alves, 21 anos, que cursa Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Instituto Federal de São Paulo, no campus de Araraquara. Ele nunca havia participado de uma competição de programação e admite que a disputa foi mais difícil do que imaginava: “Treinei resolvendo os exercícios do Desafio Universitário da Unicamp de 2014, mas aqui só consegui responder os problemas que valiam um ponto. Nem cheguei perto dos que valiam dois e três pontos”. 

Sabrina Tridico, que está no segundo ano do curso de Ciências de Computação do ICMC, também não havia participado desse tipo de atividade e diz que foi uma excelente experiência. “A gente conseguia resolver logicamente o exercício, mas implementar não é tão fácil assim. Eu fiquei com muita vontade de treinar, resolver o código na lousa e tentar explicar em inglês. Afinal de contas, se um dia eu for passar por uma entrevista na Microsoft, vou precisar ter essa habilidade”, completou. 

Explicar para o entrevistador qual é a solução de um problema de programação é um dos pré-requisitos do processo seletivo da Microsoft segundo Elisabeth Arredón, recrutadora da empresa na América Latina. Na abertura do evento, ela explicou como funciona cada etapa do processo, que começa com o envio do currículo em inglês, depois prossegue com uma primeira entrevista e, a seguir, na etapa final, são realizadas mais quatro entrevistas com os candidatos. As inscrições para o processo seletivo da empresa estão abertas (saiba mais). Há vagas efetivas e também possibilidades de estágio para quem está terminando a graduação ou a pós-graduação e deseja trabalhar durante 12 semanas em Redmond, na sede da empresa, nos Estados Unidos. “Os recrutadores querem saber como funciona o processo de pensamento dos candidatos. Porque quando forem trabalhar, terão que aprender muito”, explica Elisabeth. A Microsoft conta hoje com 128 mil funcionários, dos quais 42 mil trabalham em Redmond, e possui um centro de desenvolvimento em São Paulo.

Sabrina (à esquerda) e sua equipe durante a competição

Estagiando no Brasil – Gabriela Duque cursa o último ano de Ciências de Computação no ICMC e está estagiando na Microsoft, em São Paulo, desde o dia 11 de janeiro. Ela faz parte da equipe de consultoria técnica que atua no projeto de construção do site oficial das Olimpíadas Rio 2016. “Faço a análise funcional de todas as páginas do site e sou responsável por validar essa documentação junto ao Comitê Olímpico”, explica Gabriela.

Ela pretende continuar na empresa quando se formar e diz que a USP prepara muito bem os alunos para enfrentarem o dia a dia de trabalho em uma grande empresa de tecnologia. “A USP nos ensina a pensar e a resolver problemas de uma forma geral. O aluno aprende a lidar com a pressão por causa do jeito como as matérias são ministradas. Saímos daqui sabendo que podemos superar as dificuldades que encontrarmos pelo caminho”, conclui a estudante.

Para o professor João Batista, que coordena o GEMA, um círculo virtuoso é criado quando as empresas se aproximam da Universidade em busca de novos talentos. “Os recrutadores vêm aqui porque acreditam que os cursos têm qualidade e que há bons profissionais. Ao saber disso, os alunos também ganham um estímulo. Eles sabem que se tornando bons programadores vão conquistar os melhores empregos e salários”, finaliza.



Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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